quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Capitulo 13 (ESPECIAL A LA TOSTES!)

Tostes Conta: Nova vida no Canadá

Voltei ao Canadá depois de ser queimado vivo no acidente de avião, acho que é apenas impressão, mas quando estou com João e Lucas, tenho muito azar, acho que eles são amuletos de má sorte, mas isso é coisa da minha cabeça (será?).
Cheguei a casa de Leticia, ela me olhou com uma cara maligna, e eu disse:
- Leet, preciso mais uma vez de cuidados médicos..
- Ahh mas você está óóótimo, tirando todas essas milhares de queimaduras de 3º, 4º e 5º Grau nem da para perceber que você caiu de um avião, se quiser ficar aqui terá de trabalhar também.
- ma-a-s, da última vez...
- Da última vez você estava com a perna destruída, iria atrapalhar.
quando ela disse isso, um empregado estava passando de muleta, e gritou:
- Ei! Eu não tive isso quando machuquei a perna! e foi em serviço!
Leet sacou uma pistola e deu-lhe um tiro no joelho e disse:
- Agora pode ter folga...
- Arrghh.. Ah.. Ah.. Caralho... O...Obrigado... Urgh...
Vários homens sairam correndo e retiraram o empregado ferido do chão, e limparam o sangue, e ao julgar pela cena, achei melhor não discutir mais com Leet.
Tirando as risadas maléficas que vinham do quarto ao lado, de Leet, e do casal que dividia o quarto comigo, a noite foi calma.

[dois dias depois]

Não aguento mais trabalhar, estou lavando essa louça, como uma pessoa sozinha, pode produzir tanto entulho, caraca, dinheiro envenena, podes crer, eu provei em outro dia ae, não sei se era o sistema secreto de segurança de Leet, mas quando peguei a grana pra ir num "Bar" próximo quase morri.
- Tooostes queriidooo! Preciso que você vá na rua urgente comprar pão!
Bom qualquer coisa era melhor do que a louça, e a padaria era no final da nossa rua hehe
- Claro Leet! posso comer com você depois?
- Sim Tostequito, mas os pães tem que chegar aqui quentes! ok?
- Tá bom!
Me dei bem, o que eu tinha que fazer era andar uns 200 metros até a padaria, e comprar pão, ou pelo menos achava que me dera bem, estava um frio de rachar a cuca, e ninguém me avisara que não se pode andar muito tempo sem entrar nas lojas, ou você congela, aprendi isso da maneira mais difícil.
"Ai caralhos" Pensei, já que minha boca não se movia mais, "Não sinto meu braço" andei mais um pouco, até que ouvi algo se quebrando no chão: Era meu braço, batera em uma placa e explodira em milhões de pedacinhos míudos, e o pior, era o direito, punheta nunca mais.
Tentei chorar, e não consegui (Vide Musica "Índios" Legião Urbana), as lágrimas congelaram antes, juntei os pedaços do meu braço, Leet adora quebra cabeças, espero que ela esteja com paciência hoje...
Cheguei na padaria, com maior cara de babaca, maior sorrisão, sem um braço, e falei:
- Mhe Dhau thress paemss!
- Are you crazy guy?
Lembrei que devia falar "In English" no Canadá:
- Ghiive mhhee trehhs Bhhreehdshhss!
- Go Hell...
Bem nunca fui bom "In English" então desenhei 3 pães usando a orelha para segurar a caneta, já que nenhuma outra parte estava em condições de segura-la.
E o atendente riu e pegou três pães, mas quando pediu o dinheiro, me desesperei: Como pegaria a grana? Estava no bolso perto do "Junior" que estava congelado também, imagina se... cai... e quebra....
Fiquei louco, peguei os pães e sai correndo, péssima idéia, minhas pernas estavam congeladas, e corri 10 metros e o atendente me acompanhou andando.
Usei novamente o poder da orelha, e mostrei a minha situação, ele se mostrou compreensivo, e meteu a mão no "Junior" pegou a grana e foi embora, fiquei aliviado, "Junior" estava intacto.
Voltei o mais rápido possível para casa, em 2 horas cheguei lá, em um estado deplorável, Leet olhou para mim, e disse compreensivamente:
- Teu Merda, como tu me faz esperar aqui?! E Sem pão! E Olhe ESTE pão! Congelado! Eu pedi quente!
e me deu um tapa na cara, fez um "CRECK" e meu pescoço girou, mas os músculos e ossos continuaram no mesmo lugar. Mas a mão de Leet ficou presa a minha cara.
- Me Solta! Me Solta! me... - Leet olhou para mim, nos olhos - você se arriscou pelo pão... lutou bravamente... - estava em transe, acho que Leet no fundo é uma pessoa boa, me aproximei do seu rosto o máximo que pude. - Tostequito...
- Lehthhiif!
- que? - disse ela com cara de quem não entendera, mas logo continuou a se aproximar... Ia rolar, finalmente!
De repente a porta do elevador se abre bate no meu pé, quebra ele em dois, e vozes conhecidas gritam:
- Fala ae Tostes!! Viemos passar um tempo com vocês! - Eram Lucas e João, seguidos por Mazza, ou o que restou dele, e Jorgete.
Leet pelo visto tomou um susto com eles, pois gritou:
- Aii! - e tirou a mão do meu rosto com tanta força que levou um pedaço dele, particularmente grande e eu gritei:
- CARALHO! - Liberando a minha boca, mas deslocando minha mandíbula, até por que me faltava um pedaço da cara.
- Atrapalhamos algo? se for a gente volta mais tarde... - disse João, eu agradeci!
- Nããão! Que isso! Que surpresa agradável! Entrem, entrem! Tostes, vou consertar seu braço, e quanto a vocês os empregados vão fazer uma janta bem quentinha e gostosa! - olhou pra mim com cara de má, e disse - Para Eles Tostes! Eles.. huhuhu
Chorei de novo, e agora tinha certeza, João e Lucas eram a raiz de todo o mal.

To Be Continued

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